P.S- estou na cozinha a preparar café."
Bilhete deixado na almofada
"Bom dia pequenina, acordas-te bem disposta? Oh! que pergunta a uma resposta óbvia não é? Tive até ao nascer do sol colado a ti, fixado nas tuas feições estranhamente bonitas e fortes. A primeira coisa que fiz, foi mexer no teu longo e encaracolado cabelo ruivo, sabes o quanto adoro, é tão suave e macio, e ao mesmo tempo tão forte e grosso. E as tuas sardas? É como se ganhassem vida á noite, algo diferente do dia-a-dia. Adorei os pequenos sorrisos tímidos que foste soltando ao longo da noite, como se tivesses a sonhar com algo muito bom, e provavelmente estarias, talvez até comigo... Os teus olhos estavam com um cor mais berrante, e única, um verde nunca antes visto, e brilhavam como nunca, um brilho especial. Neste preciso momento deves estar a perguntar a ti mesma, como é que consegui ver isso tudo nos teus gigantes olhos, se estarias com eles fechados, pois estavas ferrada a dormir, algo que eu me questionaria também. Simples, durante a noite , abriste-os umas duas, três vezes no máximo. Tens uma coisa engraçada que já tinha reparado, nos momentos após adormeceres tens uns espasmos enormes, sim espasmos, não estava habituado, pregaste-me grande susto, e logo de seguida soltei uma gargalhada, mas nada que te incomodasse. Mas, o que de facto me deixou com aquele sorriso que só tu me sabes propor, foi quando estava a fazer desenhos, embora invisíveis, na tua barriga com o meu dedo indicador, me agarraste na mão e intercalaste os teus pequenos e finos dedos, nos meus, sorri e limitei-me a dar-te um pequeno e suave beijo na testa. Estares ali deitada, a meu lado a dormir, é como estivesses aos pulos na cama, a correr de uma ponta á outra do quarto, pois o teu cheiro inexplicável, pairava no ar quando a brisa da madrugada invadia, pela janela, o quarto. Por mim, faria isto durante o resto da minha vida, todas as noites. Amo-te.
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